Dólar tem maior queda porcentual desde 12 de fevereiro
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terça-feira, 26 de março de 2019
Agência Estado 
Cemig PN sobe
Ibovespa desce
Moeda norte-americana cai 1,16% e fecha em R$ 3,85
O mercado de câmbio teve um dia de trégua após o dólar disparar na semana passada, saindo da mínima durante a quarta-feira (20), de R$ 3,73, para a casa dos R$ 3,93 no começo da sessão desta segunda-feira (25). O exterior mais calmo ajudou, com dólar em queda lá fora, mas a sinalização do governo de que os ruídos com o Congresso devem ser apaziguados também contribuiu de forma importante para a melhora do mercado. O real foi a segunda divisa que mais ganhou valor nesta segunda ante o dólar, atrás apenas da lira turca. O dólar à vista fechou em queda de 1,16%, a R$ 3,8562. Foi a maior queda porcentual desde 12 de fevereiro, quando recuou 1,33%.
Ibovespa fecha perto da estabilidade, em baixa de 0,08%
O Índice Bovespa ensaiou por diversas vezes engrenar uma recuperação das perdas recentes, mas fechou perto da estabilidade, em baixa de 0,08%, aos 93.662,01 pontos. Desde cedo foram bem recebidas notícias de que o governo busca uma reaproximação com o Congresso, em especial com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Outro ponto positivo no dia foram declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que buscou minimizar a crise, fato que coincidiu com a notícia da libertação do ex-presidente Michel Temer, de seu ex-ministro Moreira Franco e dos outros presos pela Lava Jato. A reação do Ibovespa, no entanto, não durou mais que alguns minutos.
Mercado brasileiro segue com foco no fator político
Para Pedro Galdi, analista da Mirae, o cenário internacional também contribuiu para a instabilidade do mercado brasileiro nesta segunda-feira (25). Apesar da queda firme do dólar, as bolsas de Nova York tiveram desempenho fraco e as preocupações com o ritmo da economia global persistiram. O fator político, no entanto, segue como principal foco, capaz de fazer o Ibovespa se descolar do exterior. Na análise por ações, as quedas mais significativas ficaram com ações dos setores industrial, de consumo e imobiliário. Por outro lado, bancos e empresas do setor elétrico avançaram, recuperando parte das perdas da última semana. Cemig PN subiu 2,61% e Banco do Brasil ON avançou 0,71%.
Principais taxas de juros fecham nas mínimas do dia
O mercado de juros devolveu parte do estresse visto na sessão anterior e fechou com as principais taxas em queda e nas mínimas do dia. Os investidores deram um crédito para a mobilização do Executivo em apaziguar a crise em torno da reforma da Previdência junto ao Congresso. O cenário externo também contribuiu para a redução da inclinação da curva. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a etapa regular na mínima de 6,450%, de 6,480%, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,142% para 7,02%, também na mínima. O DI para janeiro de 2023 terminou com taxa de 8,17% (mínima), de 8,292%, e a do DI para janeiro de 2025 recuou de 8,842% para 8,76% (mínima).


