O dólar encerrou o mês passado com desvalorização de 7,3%. Foi a maior queda em um mês da cotação da moeda norte-americana desde março de 1999, quando encerrou em baixa de 14,5%.
Em janeiro daquele ano, o Brasil abandonara o regime de bandas cambiais, o que levou à desvalorização do real. Em março, após fortes oscilações, a moeda já se acalmava em torno de R$ 1,80.
O dólar fechou ontem a R$ 2,50, em baixa, no dia, de 1,46%. No ano, tem valorização de 28%.
A moeda americana ficou no final da fila entre as aplicações financeiras, em novembro. A Bovespa voltou a liderar o ranking, pelo segundo mês consecutivo, com valorização de 13,79%, seu melhor desempenho neste ano. O Ibovespa subiu 1,53% ontem.
A queda do dólar e a melhora no preço das ações tiveram início no final de outubro e se devem ao chamado ''descolamento'' entre os mercados de Brasil e Argentina. Desde junho, com a piora no cenário argentino, o dólar havia atingido forte alta, com picos de R$ 2,80, diante do temor em relação ao efeito que uma moratória argentina causaria no Brasil.
Mas, a partir de outubro, os indicadores, observados pelo investidor internacional, de Brasil e Argentina se afastaram. Enquanto o risco-país argentino batia sucessivos recordes de alta, dia após dia, o brasileiro se mantinha estável ou caía. Os títulos da dívida brasileira, os C-Bonds, também alcançaram valorização, enquanto os FRBs argentinos se depreciavam.

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