Dólar tem dia de volatilidade e sobe 0,13%
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quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Agência Estado 
Câmbio é influenciado por cenário interno e externo
O dólar teve desempenho inconstante oscilando ao sabor de influências internas e externas e sensível ao noticiário relativo à corrida eleitoral. A moeda americana alternou altas e baixas ao longo da sessão de negócios e acabou por fechar perto com ligeiro viés de alta, cotada a R$ 3,9029 no mercado à vista (+0,13%). Enquanto o cenário internacional favoreceu algum alívio na aversão ao risco dos últimos dias, o ambiente eleitoral mais movimentado manteve o investidor na defensiva. Entre a mínima e a máxima, a cotação do "spot" oscilou em um intervalo de 6 centavos, de R$ 3,8674 (-0,78%) a R$ 3,9265 (+0,74%).
Ibovespa em baixa com olhares voltados ao ambiente político
Fatores ligados ao ambiente político interno azedaram o que poderia ser um dia de recuperação no mercado acionário local. O Ibovespa abriu em alta, espelhando o bom humor dos investidores com o arrefecimento da tensão geopolítica, mas no meio da sessão de negócios, virou para o terreno negativo. No entanto, o comportamento positivo visto lá fora, especialmente nos pares americanos, segurou as perdas fazendo com que o principal índice da Bolsa brasileira fechasse em leve baixa (0,34%), aos 76.818,72 pontos. "Os olhares dos investidores se voltam para as movimentações políticas", nota Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos.
Possibilidade de denúncia de Alckmin traz receio aos negócios
O receio de que o candidato tucano na corrida ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin, seja denunciado pelo Ministério Público (MP) fez com que os investidores operassem com certa cautela. Ainda que o presidenciável tenha prestado depoimento na quarta-feira (15), a possibilidade da denúncia de um candidato considerado pró-mercado e em meio à campanha traz receio à sessão de negócios. O MP de São Paulo ouviu o tucano sobre suposto recebimento de recursos, de forma ilícita, da empreiteira Odebrecht para suas campanhas ao governo do Estado tanto em 2010 quanto em 2014.
Incertezas com eleição presidencial pesam sobre taxas de juros futuros
Os juros futuros fecharam a sessão regular entre a estabilidade, nos contratos de curto prazo, e alta na ponta longa, em comportamento descolado do ambiente externo, onde o real é uma das poucas moedas emergentes em queda no período da tarde. A despeito da melhora do humor nos mercados lá fora, internamente pesam as incertezas com a eleição presidencial. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 8,20%, de 8,19%, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,22% para 9,26%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 10,79%, de 10,71%. A taxa do DI para janeiro de 2025 avançou de 11,42% para 11,50%.


