Dólar tem dia de correção e fecha em baixa de 0,43%
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quarta-feira, 29 de agosto de 2018
Agência Estado 
Cautela com o cenário eleitoral segue presente nos negócios
Depois de renovar o pico do ano e de ter atingido a segunda maior cotação nominal do Plano Real, o dólar teve um alívio nesta quarta-feira (29), e fechou em baixa de 0,43%, cotado a R$ 4,1197. A escassez de notícias novas no campo político doméstico, somada ao cenário externo mais tranquilo, favoreceram um movimento de realização de lucros, de acordo com profissionais do mercado. No entanto, a cautela com o cenário eleitoral doméstico continuou presente nos negócios, assim como a volatilidade das cotações, que pela manhã voltaram a bater os R$ 4,16.
O movimento perdeu fôlego gradativamente, com as cotações assumindo leve viés de baixa.
Mesas de câmbio estão 'muito ariscas', diz analista
À tarde, notícias sobre a crise na Argentina trouxeram as cotações de volta ao terreno positivo por alguns minutos. Em contrapartida, as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as negociações com o Canadá contribuíram para um novo alívio. Para Robério Costa, economista-chefe do Grupo Confidence, o cenário político doméstico segue como principal referência para os negócios e fator predominante da volatilidade do dia. "Nem reunião dos EUA com o Canadá, nem Argentina. São fatores secundários em um mercado que está cada vez mais inquieto, com mesas de câmbio muito ariscas, prontas para assumir novas posições em dólar", disse o economista.
Valorização da Petrobras puxa ganho de 1,18% do Ibovespa
O bom desempenho dos principais mercados acionários globais em um ambiente doméstico sem notícias relevantes abriu espaço para que o Ibovespa retomasse o patamar dos 78 mil pontos. Contribuiu para a alta do índice a valorização dos papéis da Petrobras, que foi amparada nos ganhos dos contratos futuros de petróleo no exterior. Após oscilar cerca de 1.400 pontos, o índice Bovespa fechou aos 78.388,83 pontos, com ganho de 1,18%. Com isso, conseguiu reduzir as perdas em agosto para 1,05%. Entre as blue chips, destaque para as ações da Petrobras, que fecharam a sessão com ganhos de 5,07% (PN) e 4,38% (ON). O bloco financeiro, que tem peso significativo na carteira teórica, também apontou altas com Banco do Brasil ON (2,47%), Units do Santander (3,17%), Itaú Unibanco (1,64%) e Bradesco (1,21%). Entre as estatais, Eletrobras ON ganhou 8,86%.
Juros de curto e médio prazos fecham com queda moderada
Os juros futuros de curto e médio prazos fecharam a sessão regular em queda moderada, enquanto as taxas longas terminaram perto dos ajustes de terça-feira. O recuo do dólar contribuiu para o alívio nos prêmios, mas as incertezas do cenário eleitoral seguiram exercendo pressão. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 terminou em 8,45%, de 8,49% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 encerrou na mínima de 9,59%, de 9,66% no ajuste de terça-feira. A taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 11,28% para 11,26% e a do DI para janeiro de 2025 ficou estável, em 12,01%. A recente escalada do dólar e sua persistência acima dos R$ 4 já levanta preocupações em torno dos riscos de a inflação fechar acima do centro da meta em 2018 e 2019, o que pode exigir uma resposta da política monetária antes do esperado.


