São Paulo Após atingir a cotação máxima de R$ 2,888, o dólar comercial terminou ontem em alta de 0,35%, vendido a R$ 2,865. A moeda norte-americana disparou após a divulgação do resultado de uma operação de rolagem de dívida cambial do Banco Central.
O mercado financeiro acreditava que seriam renovados 95% do total da dívida em ''swap cambial'' que vence em 18 de junho, porque nas duas últimas transações desse tipo a instituição havia renovado 95% do total, resgatando apenas 5%.
Anteontem, já haviam sido rolados 74%, e ontem o BC completou 90,3%. Analistas não acreditam que haverá uma terceira etapa da operação, que consiste em trocar os títulos que vencem daqui a seis dias por outros com novos vencimentos. Assim, gradualmente, o BC está reduzindo sua exposição nesse tipo de dívida.
A não-renovação integral de dívida cambial, anunciada há duas semanas, foi entendida como intervenção indireta no câmbio, já que os investidores que detêm esses títulos como forma de ''hedge'' (proteção contra oscilações do dólar) vão procurar outras alternativas para se proteger, como comprar moeda no mercado à vista, o que pode pressionar as cotações.
Apesar do nervosismo dos investidores, o que provocou a forte elevação do dólar no meio da tarde, analistas dizem que a parcela não renovada da dívida -cerca de US$ 100 milhões - é pequena e não deve pressionar muito o câmbio. Mesmo porque o volume de entrada de recursos captados por empresas brasileiras no exterior tem se mantido elevado, derrubando o dólar comercial.
O risco-país inverteu a trajetória e caiu 1,61%, para 733 pontos. O C-Bond, principal título da dívida externa do país, fechou negociado a 91,875% do valor de face, com alta de 0,14%.

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