São Paulo Um dia após atingir a terceira menor cotação do ano, o dólar subiu 0,31% e fechou ontem vendido a R$ 2,839. A alta foi puxada pela saída de recursos e pelo volume reduzido de negócios, segundo operadores. O anúncio da quinta captação externa do governo foi bem recebido pelo mercado, mas já era esperada, visto que desde o mês passado se especulava sobre a operação.
''O dinheiro captado com a venda do bônus entra direto na conta do Tesouro para reforçar as reservas do País. Não passa pelo mercado por meio de contratação de câmbio. Ou seja, a operação não afeta diretamente as cotações. Mas sinaliza o otimismo do investidor estrangeiro com o Brasil'', disse o diretor da corretora Pionner, João Medeiros. Segundo o analista, os negócios no mercado de câmbio totalizaram cerca de US$ 700 milhões, abaixo da média (US$ 1 bilhão).
''Quando o volume é baixo, qualquer saída de recurso interfere mais na cotação. Além disso, o mercado considera que o dólar está muito barato'', afirma Medeiros.
Os exportadores defendem um dólar em torno de R$ 3 para evitar a perda de competitividade dos produtos brasileiros no exterior e uma consequente redução do faturamento com os embarques.
O governo também tem adotado medidas para impedir que a moeda americana tenha uma queda muito forte. Ontem, o Banco Central resgatou integralmente uma dívida cambial de US$ 1,1 bilhão. Foi a primeira vez que o BC deixa de realizar uma rolagem dos papéis. A expectativa é que, nos próximos vencimentos de dívida, também não haja renovação dos títulos.

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