Dólar tem a quarta alta consecutiva
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terça-feira, 17 de setembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo O dólar subiu 0,87% e fechou em alta pelo quarto dia seguido, a R$ 3,242 para a compra e a R$ 3,245 para a venda. Esse é o patamar mais alto da moeda desde o recorde contra o real, R$ 3,47, registrado em 31 de julho.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,84% enquanto o risco-país brasileiro subia 3,7% para 1.782 pontos. Nas semanas que antecedem a eleição, marcada para 6 de outubro, os investidores evitam fazer negócios e reduzem drasticamente o volume de operações. Segundo a diretora da corretora AGK, Miriam Tavares, o movimento no mercado cambial nos últimos dias consiste basicamente de operações interbancárias.
''Há muito giro interbancário, que não é movimento de entrada ou saída propriamente'', afirmou. ''Na verdade, o mercado está parado, esperando para ver o que acontece.'' O dólar operou ontem em função da expectativa por uma nova pesquisa eleitoral. Segundo rumores que circularam pelo mercado, o levantamento indicaria novo crescimento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apareceria agora com chances reais de vencer o pleito no primeiro turno.
O mercado, que tem como candidato preferido o governista José Serra, teme que a vitória de um candidato de oposição provoque uma ruptura na atual política econômica, embora esse medo tenha sido parcialmente contido pela moderação do discurso petista.
No cenário internacional, arrefeceu um pouco o temor de um confronto armado entre EUA e Iraque, já que o governo de Saddan Hussein aceitou incondicionalmente receber os inspetores de armas da Organização das Nações Unidas (ONU).
Bolsa - O movimento financeiro na Bolsa paulista continua baixo. O giro de ontem foi de R$ 356 milhões, abaixo da média de agosto (R$ 633 milhões). O Ibovespa - que reúne as 56 ações mais negociadas - fechou aos 9.850 pontos. O baixo movimento e a baixa de ontem foram influenciados pelo anúncio da queda da produção industrial nos EUA (0,3% em agosto) e também pela expectativa de uma nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República.


