São Paulo O dólar caiu pelo segundo dia consecutivo ontem. A moeda dos EUA fechou a R$ 3,61, em baixa de 4%. Foi a maior queda da moeda em um dia em dois meses e o dólar atingiu seu menor valor desde 23 de setembro. Na semana, a baixa é de 7%. O risco Brasil, calculado pelo banco JP Morgan, caiu 7,4% para 2.219 pontos.
Uma intervenção mais forte do Banco Central e a passagem do vencimento de dívida cambial do governo explicariam a queda do dólar. Além disso, alguns investidores estariam vendendo a moeda para embolsar os ganhos, após a forte alta dos últimos dias.
Grande pressão no câmbio vinha do fato de o BC não conseguir rolar sua dívida atrelada ao câmbio. O crédito para o Brasil se tornou escasso devido ao cenário político, que apresenta grandes chances de um candidato da oposição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vencer as eleições. Além disso, há a crise de confiança global. Muitas instituições perderam dinheiro na Argentina e, com as fraudes de empresas norte-americanas, não estão dispostas a correr riscos. Com isso, as linhas de crédito para o país secaram.
Como o BC não renovou a dívida, houve uma pressão de alta no dólar por parte dos bancos para que eles vissem seus ganhos crescer com o resgate o papel.
O mercado de câmbio também poderá viver um período de trégua nos próximos dias. Segundo operadores, os grandes ''players'' do mercado, os bancos, reduziram suas apostas na alta do dólar.

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