Dólar tem 3ª queda seguida refletindo exterior favorável
Moeda americana recua para R$ 3,85, baixa de -0,80%
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de junho de 2019
Moeda americana recua para R$ 3,85, baixa de -0,80%
Agência Brasil 

O dólar engatou a terceira queda seguida e terminou a terça-feira (4) em R$ 3,8568 (-0,80%), o menor nível desde 11 de abril. A retração da moeda americana reflete uma combinação de exterior favorável, marcado por perspectiva de corte de juros nos Estados Unidos e menor tensão comercial, com a perspectiva de avanço mais rápido da reforma da Previdência, destacam profissionais das mesas de câmbio. Com o clima mais favorável, os grandes investidores vêm desmontando posições defensivas no câmbio. Os estrangeiros reduziram as apostas compradas em dólar no mercado futuro (que apostam na valorização da moeda americana) em US$ 2,2 bilhões apenas nos últimos cinco dias até segunda-feira.
Pregão na B3 termina aos 97.380,28 pontos, com ganho de 0,37%
O bom desempenho das bolsas de Nova York e o cenário doméstico tranquilo levaram o Índice Bovespa a uma leve alta nesta terça. O movimento, no entanto, não foi linear. O indicador alternou altas e baixas ao longo do período e terminou o pregão aos 97.380,28 pontos, com ganho de 0,37%. Os negócios com ações na B3 totalizaram R$ 13,9 bilhões. O cenário internacional contribuiu com altas significativas, principalmente nos minutos finais de negociação, com ganhos superiores a 2%. A sinalização de uma política expansionista feita pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, abriu caminho para a tomada de risco e para a recuperação de preços de commodities.
Taxas de longo prazo continuam sequência de queda
Os juros futuros de longo prazo completaram a sétima sessão seguida de queda nesta terça-feira (4). A impressionante sequência de recuo seguiu amparada pelos movimentos no exterior, de apetite pelo risco, e por novos capítulos da força-tarefa do Congresso para aprovar medidas de interesse do governo, o que reforça um cenário menos incerto para a reforma da Previdência. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,230%, de 6,264% segunda-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 caiu para 6,380%, de 6,440%. A taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 7,411% para 7,30%. A taxa do DI para janeiro de 2025 recuou para 7,84%, de 7,991%.
Mercado reage a aprovação da MP de combate a fraudes no INSS
Pela manhã, a reação positiva à aprovação, na segunda pelo Senado, da Medida Provisória (MP) 871, de combate a fraudes no INSS, já derrubava as taxas, assim como o número da produção industrial de abril ante março, que subiu 0,3%, abaixo da mediana das estimativas (+0,7%) e mais perto do piso (+0,1%). Além disso, a inflação deu novos sinais favoráveis, com o IPC-Fipe de maio (-0,02%) aquém do piso das projeções (zero). Ainda na etapa matutina, as taxas ensaiaram uma realização de lucros, que logo se dissipou. À tarde, as taxas bateram mínimas em meio à fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Finanças de Tributação (CFT) da Câmara.


