Dólar tem 3ª queda seguida por otimismo com Previdência
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terça-feira, 12 de março de 2019
Agência Estado 
Ibovespa desce
Dólar desce
Moeda norte-americana termina cotada a R$ 3,8148
O dólar registrou sua terceira queda consecutiva e terminou em baixa de 0,68%, a R$ 3,8148. Operadores ressaltam que a desvalorização reflete o enfraquecimento da moeda americana no exterior, o otimismo com a tramitação da reforma da Previdência e a expectativa de que mais empresas acessem o mercado externo, após a Petrobras captar US$ 3 bilhões, com demanda pelos papéis chegando a US$ 10 bilhões. Há ainda a possibilidade de fluxo extra de recursos externos com o leilão de 12 aeroportos na B3 na sexta-feira (15), que atraiu grupos da Suíça, Espanha, França e Alemanha, segundo apurou o Broadcast.
Ibovespa cede 0,20% após três sessões de ganhos
Depois de ter subido mais de 4% em três sessões de ganhos, o Índice Bovespa perdeu fôlego nesta terça-feira, 12, e cedeu 0,20%, aos 97.828,03 pontos. Operadores relacionaram a queda a uma leve realização de lucros, considerada natural depois da euforia da véspera, gerada pelo otimismo com a tramitação da reforma da Previdência. "Vejo a queda da bolsa como uma realização de lucros normal, com investidores aguardando detalhes da instalação da CCJ, amanhã (quarta), para avaliar o texto da reforma da Previdência", disse Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos.
Setor financeiro foi destaque das perdas da bolsa
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, quedas mais representativas estiveram entre as do setor financeiro, como Banco do Brasil ON, que caiu 0,61%. Os papéis da Petrobras terminaram o dia com perdas de 1,66% (ON) e de 0,90% (PN), relacionadas à correção das altas da véspera. A petroleira concluiu nesta terça (12) captação com emissão de bônus, sendo US$ 2,25 bilhões com a colocação de novos papéis com vencimento em 2049 e US$ 750 milhões por meio da reabertura de bônus 2029. Segundo fontes, a companhia pode ampliar a captação em US$ 1 bilhão, devido à elevada demanda pelos papéis, que supera os US$ 10 bilhões.
Taxas de juros dá continuidade a movimento de queda
O IPCA de fevereiro acima da previsão dos analistas não impediu que os juros dessem sequência ao movimento de queda já registrado na segunda, ainda motivada pelas perspectivas positivas para a tramitação da reforma da Previdência e pela manutenção do apetite ao risco de ativos emergentes. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a etapa regular com taxa de 6,415%, na mínima, de 6,445%, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,061% para 7,02%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 8,09%, de 8,152%, e a do DI para janeiro de 2025 recuou de 8,672% para 8,62%.


