São Paulo O dólar emendou seu segundo fechamento em queda, algo que não ocorria desde o último dia 10, e fechou a R$ 3,554 na compra e a R$ 3,559 na venda, em baixa de 1,13%. Entretanto, a expectativa é que a moeda suba hoje, quando investidores devem comprar dólares para se precaverem contra eventuais más notícias no fim de semana.
Três fatores colaboraram para a queda da moeda ontem. O primeiro é o adiamento da expectativa de guerra entre EUA e Iraque. Frente ao impasse com outros países membros do Conselho de Segurança da ONU e com a concentração de feriados muçulmanos em fevereiro, cresce entre analistas políticos e econômicos a percepção de que uma possível guerra não ocorreria antes de março.
O segundo fator é a entrada de novos recursos externos no País. Ontem, o Bradesco reabriu operação para a emissão de 50 milhões de euros em eurobônus e o Standard Bank London informou que concluiu uma captação de US$ 20 milhões para a Sadia.
O último motivo que colabora com a queda do dólar é a valorização dos títulos da dívida externa brasileira e a consequente queda do risco-país brasileiro.
Bolsa A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em queda de 1,03%, aos 10.750 pontos e giro de R$ 404,969 milhões. A queda de ontem foi atribuída aos resultados das Bolas norte-americanas (o índice Dow Jones, o principal da Bolsa de Nova York, caiu 2,04, e a Nasdaq, que reúne as empresas do setor de tecnologia, perdeu 2,65%), onde reinou o clima de pessimismo com os prejuízos históricos de gigantes como Dow Chemical e AOL.
O medo de uma nova recessão mundial foi alimentado pelo anúncio de um crescimento pífio do PIB americano no quarto trimestre do ano passado. As principais queda do Ibovespa (que reúne as 55 ações mais negociadas) foram registradas nas ações ordinárias da Light, que caíram 5,62%. Os papéis preferenciais da Net e os ordinários da Brasil também tiveram quedas significativas, 5,10% e 4,75%, respectivamente.
A maior alta registrada no pregão de ontem ocorreu na ação preferencial da Embratel, que subiu 3,76%. Os papéis da Embraer também tiveram bom desempenho. Os ordinários fecharam em alta de 3,63% e os preferenciais, 2,11%.

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