Dólar subiu 3% e bolsas quebraram série de altas
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segunda-feira, 31 de maio de 1999
Agência Folha 
O ranking das aplicações em maio traz dois resultados que revelam quanto de incerteza ainda persiste no mercado: o dólar voltou a ter pressão, e a Bolsa, a cair. O dólar comercial registrou variação de 3,06% na ponta de venda, beneficiando quem aplica em fundos cambiais. Mas há quase um consenso entre analistas de que o dólar não é boa aplicação. O paralelo subiu 0,87%, mas, se for considerado que a revenda é feita por outro preço, mais baixo, maio não mostra lucro. Teria comprado por R$ 1,72 e vendido por R$ 1,72.
A Bolsa sentiu em maio as incertezas da Argentina e da economia norte-americana. O Indice Bovespa (das ações mais negociadas) caiu 2,30%, quebrando a série de altas desde janeiro. A valorização acumulada no ano chega a 63,46% - fôlego que explica, em parte, as recentes quedas.
Na renda fixa, a liderança em maio ficou com o CDB de investidor peso pesado. Os juros caíram mais que o previsto, favorecendo as aplicações prefixadas. Os fundos deram bem mais que a poupança, mas não se considerou o efeito do IOF de 0,38%. Se isso for feito, considerando aplicação por apenas 30 dias, o FIF de 30 dias perderia da caderneta.
Volume fracoA Bolsa de Valores de São Paulo registrou ontem um volume financeiro de R$ 141,823 milhões, o menor desde 2 de setembro de 1996. Na ocasião, o giro financeiro havia sido de R$ 99,2 milhões. O volume de ontem foi também o quinto menor já registrado pela Bolsa paulista desde a entrada em vigor do real - em julho de 1994. No período, o menor volume foi apontado em 2 de março de 1995: R$ 89 milhões. A Bolsa de Valores de São Paulo é responsável pela realização de cerca de 92% dos negócios acionários no Brasil. A Bovespa vem acompanhando o humor da Bolsa de Nova York, principalmente desde a última quarta-feira. Como não houve pregão nos Estados Unidos ontem (foi feriado no país), a Bovespa perdeu um parâmetro e a participação dos investidores estrangeiros.
A Bovespa registrou queda de 1,32%, durante o pregão, e chegou a ter um pico positivo de 1,53%. No final, fechou em alta de 1,46%.


