Dólar sobe pouco no 'dia seguinte' do caos argentino
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De São Paulo 
O comportamento do dólar ontem refletiu a percepção dos investidores de que o Brasil não é a Argentina, afirmaram operadores das mesas de negociação. Apesar da persistente incerteza sobre o futuro político-econômico do país vizinho, o câmbio comercial no mercado à vista fechou a semana em ligeira alta de 0,26%, vendido a R$ 2,34. Na BM&F, os contratos futuros de dólar também projetaram preços estáveis.
A dissociação do cenário doméstico do confuso ambiente argentino também foi confirmada pelos indicadores de risco dos dois países. De acordo com o J.P. Morgan, enquanto a taxa de risco argentina subia, às 16h40, para 4.723 pontos base (fechou ontem em 4.716 pb), o risco Brasil caía para 892 pontos base (fechou ontem em 902 pb).
O dólar comercial oscilou 1,42%, entre a mínima de R$ 2,32 (-0,60%) e a máxima de R$ 2,353 (+0,81%). A Bovespa fechou em alta de 3,48% ontem, com volume financeiro de R$ 532 milhões.


