São Paulo - O fluxo de compra de dólares por parte de algumas empresas que deixaram para fechar suas contas e pagar dívidas fora do País na última hora levou a moeda norte-americana a fechar, ontem, em alta de 0,57%, cotada a R$ 3,50 na compra e a R$ 3,51 na venda.
Apesar da alta, a expectativa do mercado é que o dólar recue nos próximos dias. Hoje o mercado funciona somente até as 12 horas, enquanto amanhã, dia de Natal, não haverá operações.
Segundo analistas, o Banco Central (BC) poderia aproveitar o baixo volume previsto para quinta e sexta-feira para derrubar a cotação, vendendo dólares à vista ao mercado.
O BC renovou ontem mais US$ 117 milhões da dívida de US$ 2,6 bilhões que vence no próximo dia 2, completando assim a rolagem de 88,6% do montante total.
Ontem, o volume de negócios somou, segundo dados preliminares, US$ 785 milhões -cerca de 65% do movimento de um dia normal. O valor, embora baixo, ficou acima da expectativa do mercado, que esperava um dia parado já que boa parte das empresas e bancos dão férias coletivas a seus funcionários nesta semana e na próxima, e por isso, anteciparam os negócios do fim do mês.
Bolsa - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com pequena baixa de 0,17%, após cinco pregões em alta. No mês, acumula ganhos de 9,1% no mês e reduz perdas no ano para 15,5%. O volume financeiro (R$ 423,5 milhões) foi baixo devido à véspera de feriado. Muitas corretoras deram folga para parte do pessoal.
O Ibovespa - que reúne as 56 ações mais negociadas - finalizou em 11.470 pontos. É o terceiro pregão seguido acima do patamar de 11.000 pontos. O índice chegou a atingir a máxima de 11.648 pontos, uma alta de 1,38%.
Ações que subiram muito nos últimos pregões devolveram hoje parte desses ganhos.
O papel PNB da Copel teve a maior baixa, de 5,6%. Na semana passada, a ação tinha acumulado ganhos de 32,48% em cinco dias. A maior valorização foi da ação PN da Embratel, que avançou 8%.
Outro destaque na lista de altas foi a ação PN da CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão), exportadora de placas de aço. O papel teve a terceira maior valorização (4,9%).

mockup