A dúvida do mercado em relação ao suposto envolvimento do governo em irregularidades que vêm sendo denunciadas pelo senador Antonio Carlos Magalhães e saídas de recursos do País pela manhã voltaram a pressionar o dólar ontem. O comercial manteve-se em alta durante todo o dia e encerrou cotado na venda a R$ 2,041, com valorização de 0,34% sobre o fechamento de anteontem. O novo avanço ontem reduziu a 0,29% a perda contabilizada pelo comercial frente ao real no mês, até agora.
O ‘‘livro bege’’ do Fed (Banco Central norte-americano), divulgado ontem nos Estados Unidos, causou reação positiva no mercado, reduzindo em parte a alta do dólar. Isso porque, segundo os operadores, um crescimento ‘‘de lento a modesto’’ em fevereiro apontado pelo relatório sugere que a economia americana não está parada. Essas informações são importantes para o mercado porque também servirão de base às decisões de política monetária na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc), no dia 20.
Apesar de a alta do dólar ter cedido parcialmente à tarde por causa dessas duas notícias, o mercado avalia que a pressão compradora tende a permanecer enquanto não forem esclarecidas as denúncias na área política e o fluxo não colaborar. O dólar comercial voltou a registrar forte volatilidade ontem. A moeda oscilou 0,74%, entre a mínima de R$ 2,035 (+0,05%) e a máxima de R$ 2,050 (+0,79%).
O mercado de ações operou de lado ontem, sem definir tendência. O índice Bovespa oscilou entra a máxima de +0,64% e a mínima de -0,62%. Acabou fechando em alta de 0,43%. Operadores comentaram que o cenário político continua sendo o principal parâmetro para os negócios.
(Mário Rocha, Silvana Rocha e Marisa Castellani)

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