Dólar sobe mais de 2% e retoma patamar de R$ 4,15
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segunda-feira, 03 de setembro de 2018
Agência Estado 
Câmbio recupera quase toda a perda de sessão anterior
O dólar recuperou na segunda-feira (3) praticamente toda a queda de 2,15% ante o real da última sexta-feira (31), em mais uma onda de pressão sobre divisas emergentes, sobretudo o peso argentino, que perdeu 4,60% no dia. Também pesou sobre o câmbio doméstico a cautela com o cenário eleitoral, com investidores à espera das próximas pesquisas de voto para presidente. O feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos reduziu a liquidez nos mercados e reforçou a postura defensiva de investidores. O dólar manteve-se em alta durante todo o dia, bateu a máxima de 2,24% (R$ 4,1556) na reta final do pregão, mas fechou com 2,12%, aos R$ 4,1506. O volume negociado foi de US$ 608,112 milhões.
Bolsa volta a recuar diante de maior aversão ao risco
Com o volume financeiro reduzido à metade devido ao feriado nos EUA, o Índice Bovespa cedeu às ordens de venda e fechou em baixa de 0,63%, aos 76 192,73 pontos. Os negócios somaram R$ 4,7 bilhões. Aversão ao risco no exterior, alta firme do dólar e as persistentes dúvidas quanto ao cenário eleitoral doméstico continuaram a retrair o investidor. Com isso, ficou em segundo plano a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de rejeitar o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que há incertezas sobre a migração dos votos do petista. No exterior, pesaram as crises na Argentina e na Turquia, a desaceleração da economia chinesa e a tensão com questões comerciais.
Exportadoras tem valorização com desvalorização do real
Foi justamente a alta do dólar que impediu uma queda maior do Ibovespa, visto que as ações de empresas exportadoras foram destaque de alta. Entre os papéis que compõem a carteira teórica do Ibovespa, a maior alta foi de Suzano ON (+3,66%). Também foram destaque as exportadoras Klabin (+2,76%), BRF ON (+1,34%) e CSN ON (+0,80%). Vale ON, ação de maior peso do Ibovespa, subiu 0,80%. Para Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora, a indefinição do quadro eleitoral deve manter o Ibovespa oscilando no intervalo entre 75 mil, em que atrai compradores, e 78 mil, quando fica mais suscetível a vendas.
Taxas de juros fecham sessão com alta firme em toda a curva
Os juros futuros fecharam a sessão em alta firme, alinhados ao comportamento negativo das moedas de economias emergentes. O dólar, após encerrar a semana passada nos R$ 4,06, era negociado já nos R$ 4,15 por volta das 16h30, tendo renovado máximas na última hora. A liquidez foi reduzida nos ativos domésticos, reflexo do feriado do Dia do Trabalho nos EUA. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 8,79%, de 8,67% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 fechou na máxima de 9,99%, de 9,81%. A taxa para janeiro de 2023 subiu de 11,39% para 11,60% (máxima).


