O dólar comercial voltou a subir e fechou em alta de 0,65% ontem, mas na cotação mínima do dia, vendido a R$ 2,319, após três dias úteis em queda. As denúncias da revista Veja contra o ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes, também causaram inquietação no mercado. A melhora do cenário argentino ajudou a aliviar parcialmente a pressão sobre o dólar.
O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, admitiu ontem que a crise energética deve provocar um crescimento menor da economia brasileira para este ano, mas disse que ainda é cedo para falar em números. ‘‘Da nossa expectativa inicial, de crescimento de 4,5% a 5% em janeiro, temos que subtrair alguns fatores, como a crise energética. Ainda assim, vejo o Brasil com um crescimento bom neste ano’’, afirmou Fraga ontem numa entrevista ao chegar ao Mercosur Economic Summit – 2001, em Buenos Aires, versão regional do World Economic Forum, evento que acontece anualmente em Davos, na Suíça.
O presidente do BC disse não poder endossar as estimativas feitas por analistas, sobre uma redução de 1% no PIB neste ano por causa da crise energética. ‘‘Espero que seja menos que isso, mas ainda não sabemos quanto’’, disse.
Fraga procurou contemporizar o impacto da crise na desvalorização do real em relação ao dólar nos últimos dias. ‘‘Não vejo uma disparada do dólar. O que há é uma variação normal de mercado, para cima ou para baixo.’’ Segundo ele, a crise energética é ‘‘séria’’, mas as medidas tomadas para combatê-la devem dar resultados. ‘‘Escalamos nosso melhor jogador, o ministro Pedro Parente, para cuidar disso. É um problema temporário, que saberemos superar’’, afirmou. (Das agências)

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