Dólar sobe e real tem 2º pior desempenho entre emergentes
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Agência Estado 
Dólar sobe
Ibovespa desce
Moeda norte-americana tem
alta de 0,68% com exterior
O dólar voltou a subir e fechou em R$ 3,7637, alta de 0,68%. O dia, porém, foi de liquidez mais fraca e o câmbio acabou repercutindo os movimentos da moeda americana no exterior, enquanto os investidores seguem monitorando de perto a transição de governo. A moeda americana ampliou o ritmo de valorização após o presidente do Fed, John Williams, ressaltar a força da economia dos Estados Unidos, reforçando que o ritmo de alta dos juros deve ser mantido. Em uma lista de 24 divisas de emergentes, o real teve o segundo pior desempenho ante o dólar, atrás apenas do peso mexicano, onde a moeda americana subiu 1,07%.
Ibovespa fecha em baixa de
0,69% aos 87.900,03 pontos
Sem grandes drivers internos, os investidores optaram por se resguardar e realizar lucros na sessão que antecede o feriado desta terça-feira (20), quando os mercados estão suspensos em São Paulo. Também a sintonia com o mau humor de Nova York fez com que o conjunto das ações que compõem a carteira teórica encerrasse o primeiro pregão da semana majoritariamente em queda. O Ibovespa voltou ao nível dos 87 mil pontos, mas, ainda assim, foi possível manter os ganhos de mais de 4% no acumulado de 30 dias. No fechamento, o Ibovespa desacelerou o ritmo de queda para um recuo de 0,69%, aos 87.900,03 pontos.
Ações da Petrobras caem com
queda do petróleo no exterior
As notícias em torno da Petrobras ganharam relevo nas negociações, a começar pelo anúncio do futuro presidente, Roberto Castello Branco. As ações da estatal abriram em queda, para depois virar para o positivo em uma sinalização de aprovação dos agentes de mercado. Ainda na sessão matutina, as ações ordinárias voltavam a cair, influenciadas pela queda do petróleo no mercado internacional. No final do pregão, Petrobras ON -0,07% e PN +0,78%. Outra blue chip que operou na contramão de fatores positivos, Vale encerrou a sessão com ações em baixa de 1,39%, embora a sua matéria-prima, o minério de ferro, tenha tido alta de 1% no porto de Qingdao, na China.
Taxas de juros futuros sobem
com menor apetite ao risco
A segunda-feira (19) de menor apetite ao risco levou à alta dos juros futuros. O principal condutor para o avanço das taxas foi o câmbio. O movimento se acentuou na parte da tarde, enquanto a moeda americana renovava máximas. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou tanto a etapa estendida quanto a regular em 6,930%, de 6,862%, e a do DI para janeiro de 2021 encerrou a 7,950% na estendida e a 7,970% na regular, de 7,893%. A taxa do DI para janeiro de 2023 subiu de 9,153% para 9,160% na estendida e 9,190% na regular, e a do DI para janeiro de 2025 encerrou em 9,710% a estendida e em 9,730% a regular, de 9,692%.


