São Paulo O dólar subiu 0,33% e fechou ontem a R$ 3,005, um dia após o Copom (Comitê de Política Monetária) cortar a taxa Selic de 24,5% ao ano para 22%. A alta da moeda, a segunda consecutiva, é considerada modesta, fruto de um ajuste técnico. A redução do juro deixa mais atraente o investimento no câmbio.
Nem o impasse político sobre o cronograma da votação da reforma tributária em primeiro turno no Congresso estressou o mercado, reforçando a tese de que o dólar passou da fase dos solavancos, como ocorreu no início deste mês.
A moeda dos EUA tenta consolidar a marca dos R$ 3,00 como um ponto de equilíbrio, sem muito espaço para romper no curto prazo a barreira dos R$ 3,20, segundo o operador de câmbio do banco holandês Rabobank, Jorge Kattar. Ontem, as cotações oscilaram entre uma mínima de R$ 3,00 (alta de 0,16%) e uma máxima de R$ 3,016 (alta de 0,70%). A moeda acumula alta de 1,2% em agosto, mas uma queda de 15% no ano.
A conclusão da rolagem de uma dívida cambial de US$ 930 milhões interferiu pouco nos negócios, pois não há uma forte demanda por hedge (proteção). O Banco Central decidiu rolar apenas 61% do total, um percentual bem acima do registrado (24%) na última operação, feita no início do mês. Na prática, isso significa que, nessa data, o restante da dívida (39% ou US$ 362 milhões) não será renovada. Os papéis em poder do mercado vão ser resgatados.

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