O dólar comercial fechou ontem na máxima do ano, a R$ 2,011, com alta de 0,35%, maior cotação desde 3 de março de 1999. Esse resultado ampliou o ganho acumulado pela moeda frente ao real neste mês, até o momento, para 1,93%. Tesourarias de bancos compraram dólar para hedge ontem estimuladas especialmente por incertezas sobre o comportamento da inflação e dos juros nos Estados Unidos e internamente.
Os investidores reagiram mal ao leilão de títulos do governo, porque o Tesouro teve de pagar juro mais alto na venda dos papéis. Pelo resultado desse leilão, o mercado avalia que a taxa Selic poderá permanecer no mesmo patamar (15,25%) por mais tempo ou até poderá vir a ter ligeira alta, dependendo do comportamento da economia no País e nos EUA.
Como o conflito entre EUA e Iraque não teve maiores desdobramentos ontem e o preço do petróleo caiu em Nova York, o mercado cambial deu pouca atenção a esses fatores, que pressionaram o dólar na sexta-feira. Em Nova York, o preço do barril de petróleo para liquidação em março caiu 58 centavos, para US$ 28,58.
No mercado à vista, o dólar comercial oscilou 0,35% ontem, entre a mínima de R$ 2,0040 (estável) e a máxima de fechamento. Mesmo com o aumento das ordens de compra à tarde. Os contratos futuros projetaram para a moeda queda de 0,07%, para R$ 2,011, em 1º de março; e alta de 0,35%, para R$ 2,0255, em 1º de abril.
A forte queda da Nasdaq levou a Bovespa a reboque ontem. A bolsa eletrônica americana fechou em baixa de 4,41% e a Bovespa caiu 0,93%.
(Marisa Castellani, Márcia Pinheiro e Silvana Rocha)

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