São Paulo - As incertezas no cenário político levaram ontem o dólar a atingir seu maior valor neste ano. A moeda norte-americana encerrou o dia em alta de 1,35%, a R$ 2,472. A Bolsa de Valores de São Paulo caiu 4,08%, para 12.101 pontos.
Os C-Bonds, títulos da dívida externa brasileira, tiveram desvalorização de 1,6%. O risco-país, medido pelo JP Morgan, subiu 5,7%, para 949 pontos. Esses indicadores caíram para níveis tão baixos quanto os de novembro de 2001, quando a crise argentina centralizava as atenções.
Os mercados doméstico e internacional passaram a especular com o risco político brasileiro em ano de eleições presidenciais. Com a incerteza presente estava aberto o espaço para toda sorte de boataria, o que levou as empresas a buscar proteção. As operações de ‘‘hedge’’ (proteção) foram responsáveis pela pressão sobre o dólar.
O dólar e o risco-país voltaram a subir, supostamente, por causa do cenário eleitoral. Mas alguns analistas ressaltam que não são apenas os resultados das pesquisas de intenção de voto que tornaram o país mais vulnerável. Pelo contrário, o mau desempenho da economia brasileira seria a razão para o mau humor do mercado. Os resultados do primeiro trimestre não são animadores.

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