Dólar sobe com ajuste após feriado
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quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Agência Estado 
Bolsa (desceu)
Dólar (subiu)
Dólar sobe com ajuste após feriado
Moeda americana encosta em R$ 3,80
O câmbio teve uma sessão de ajuste nesta quarta-feira (21), no mercado doméstico, após o feriado de terça em São Paulo, dia marcado por forte estresse no exterior, com tombo do petróleo, alta do dólar e queda das bolsas mundo afora. Por isso, o real se descolou de outras moedas e foi a divisa que mais perdeu valor perante o dólar, considerando uma lista de 24 emergentes. O dólar à vista fechou em alta de 1,01%, a R$ 3,7972, bem próximo da máxima do dia.Os investidores seguem atentos ao passos de Jair Bolsonaro (PSL), mas nesta quarta novamente os anúncios não tiveram repercussão nos preços da moeda americana aqui.
Bolsa promove ajustes moderados
O Índice Bovespa fechou em queda de 0,72% aos 87.268,80 pontos, mas os profissionais do mercado brasileiro ficaram satisfeitos com o resultado. A leitura é que, depois das fortes quedas do petróleo e das bolsas americanas na véspera, a bolsa voltou do feriado promovendo ajustes moderados. Os negócios somaram R$ 12,6 bilhões, abaixo da média de novembro. O Ibovespa chegou a cair 1,87% pela manhã, quando registrou a mínima de 86.254,21 pontos, antes da abertura das bolsas de Nova York. A recuperação dos índices americanos contribuiu para manter o indicador brasileiro longe das mínimas, limitando os ajustes das blue chips às quedas dos seus ADRs na terça.
Longo prazo vai na contramão da alta do dólar
Os juros futuros encerram em queda, mais firme nos vencimentos de longo prazo, na contramão da alta do dólar e do recuo da bolsa, que na última hora continuaram se ajustando ao dia negativo de terça-feira para os mercados em Nova York, onde as ações tiveram fortes perdas e o petróleo caiu quase 7%. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 terminou com taxa de 6,900%, de 6,934% no ajuste de segunda-feira, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,976% para 7,90%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 9,11%, de 9,195% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2025 recuou de 9,734% para 9,63%.
Projeto do pré-sal ajuda no bom humor do mercado
O otimismo com próximo governo é apontado como principal fator a evitar que as taxas acompanhassem correção vista nos demais ativos locais. Para alguns profissionais, um fator que pode ter ajudado na melhora do humor é a volta da perspectiva de votação do projeto sobre a cessão onerosa das áreas do pré-sal, após a informação de que o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), confirmou que se reunirá com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir a melhor forma de garantir o repasse de recursos do megaleilão de petróleo do pré-sal para Estados e municípios.


