Dólar sobe 49% em 2015
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Folhapress 
São Paulo - As crises política e econômica que atingiram o país em 2015 levaram o dólar a subir 49% no ano, na maior valorização anual registrada desde a primeira eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, subiu 1,72% ontem, para R$ 3,955. No ano, se valorizou 49,4%. O dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, registrou valorização de 1,96%, para R$ 3,950. Em 2015, a alta foi de 48,4%. A escalada do dólar no ano só não superou a sofrida pela moeda americana em 2002, ano da primeira eleição do ex-presidente Lula. Naquele ano, o dólar subiu 53,2%. Na época, a preocupação era outra: a de que um governo petista rompesse contratos firmados e causasse prejuízos aos empresários.
Já em 2015 não faltaram motivos para levar a moeda americana à casa de R$ 4. A falta de apoio do governo no Congresso para aprovar as medidas de ajuste fiscal necessárias para equilibrar as contas do País levou a agência Standard & Poors a tirar o selo de bom pagador do país em setembro. Poucas semanas depois, o dólar atingiu a máxima do ano, ao encostar em R$ 4,25. Este mês foi a vez de a Fitch tomar a mesma decisão. A notícia levou Joaquim Levy a deixar o cargo de ministro da Fazenda, posto assumido por Nelson Barbosa, então ministro do Planejamento. O nome não agradou ao mercado, o que contribuiu em parte para a alta de 1,55% do dólar em dezembro.
Ele é visto no mercado como um discípulo do ex-ministro Guido Mantega, ou seja, que privilegia o crescimento em detrimento do corte de gastos. Além do cenário interno, o exterior também contribuiu para a valorização da moeda americana. Ao longo de 2015 o Federal Reserve (Fed, banco central americano) deu várias sinalizações de que aumentaria os juros no país, o que acabou acontecendo em dezembro.


