São Paulo O dólar subiu mais 3,18% ontem e fechou cotado a R$ 3,735. A indefinição política continuou a ser o principal tema de preocupação para o mercado financeiro ontem.
O risco Brasil, calculado pelo banco JP Morgan, subiu 4,3% e fechou a 2.048 pontos. Superou a barreira dos 2.000 pontos após fechar, na sexta-feira, a 1.963 pontos e encerrar a semana em queda de 19,7%. O dólar acumulou baixa, de 6,7%, no período.
Como os dois indicadores voltaram a subir ontem, alguns analistas atribuíram o comportamento ao fato de o mercado ter se antecipado à confirmação do segundo turno para as eleições presidenciais. ''O mercado não subiu porque se antecipou ao José Serra no segundo turno na semana passada'', avalia Clive Botelho, diretor de tesouraria do Banco Santos. ''Hoje (ontem), foi um dia de realização de lucros. Quem tinha de apostar no Serra no segundo turno já o fez na semana passada.''
Mas, apesar de definido um segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Serra (PSDB), são poucos no mercado os que avaliam como boas as chances de Serra vencer a disputa.
O anúncio feito pelo BC de que ampliara a exigência de capital dos bancos para operar com câmbio foi feito após o encerramento dos pregões. Operadores e analistas se perguntavam por que ela não teria sido adotada antes. Segundo Zanella, a medida deverá trazer um alívio para o câmbio no curto prazo, já que os bancos deverão reajustar posições.
A Bolsa de Valores de São Paulo teve mais um dia difícil ontem pior do que a queda do Ibovespa foi o valor do giro financeiro, de apenas R$ 271,976 milhões. Foi o menor volume registrado pela instituição desde julho.
O índice que reúne as 55 ações mais negociadas do pregão paulista registrou baixa de 4,28%. Após dois dias operando acima dos 9.000 pontos, a Bolsa voltou a abandonar esse nível e fechou a 8.863 pontos.

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