Dólar sobe 1,41% e vai a R$ 3,83, maior cotação de 2019
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quarta-feira, 06 de março de 2019
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Dólar sobe
Ibovespa desce
Câmbio fecha sessão pressionado pelo exterior
O dólar fechou na maior cotação do ano, a R$ 3,8347, menor apenas que o último fechamento de 2018, que ficou em R$ 3,8755. O câmbio foi principalmente pressionado pelo exterior. A quarta-feira foi marcada pelo aumento da aversão ao risco no mercado financeiro internacional e fortalecimento da moeda americana ante divisas de emergentes, por conta de renovadas preocupações sobre a desaceleração da economia mundial e com os investidores na expectativa pelos desdobramentos das negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos. Com isso, dólar à vista subiu 1,41% no mercado doméstico, a segunda maior alta nos emergentes, atrás apenas da Argentina (+2,30%).
Bovespa encerra em baixa com cenário internacional
O mercado acionário brasileiro manteve o tom negativo na volta do feriado de carnaval e o Índice Bovespa fechou em leve baixa, ainda no patamar dos 94 mil pontos. Com a agenda doméstica esvaziada, coube ao cenário internacional determinar o viés de baixa do índice, em meio a preocupações sobre o ritmo da economia mundial. Com as bolsas de Nova York em queda generalizada e o dólar avançando firmemente ante o real, o Ibovespa fechou com perda de 0,41%, aos 94.216,87 pontos. O pregão teve início às 13h e o volume de negócios foi mais baixo, somando R$ 8,6 bilhões.
Setor financeiro e elétrico puxam queda da Bovespa
A queda foi puxada principalmente pelas ações do setor financeiro e elétrico, enquanto papéis ligados a commodities subiram e amenizaram as perdas. Profissionais do mercado afirmam que boa parte do comportamento das blue chips foi técnico, com ajustes aos preços dos seus ADRs, que foram negociados normalmente na segunda (4) e na terça-feira (5). Na análise por ações, as da Vale foram o destaque positivo do dia, com alta de 2,80%, na máxima do dia, neste que foi o primeiro pregão após a substituição de Fabio Schvartsman por Eduardo de Salles Bartolomeu na presidência da empresa. Do lado negativo estiveram os papéis da JBS, maior baixa do índice, com queda de 5,10%.
Taxas de juros retornam em alta do feriado de carnaval
O mercado de juros voltou estressado do feriado prolongado do carnaval, com taxas em alta, influenciadas pelo desempenho ruim do mercado de moedas emergentes e desconforto com o episódio do tuíte do presidente Jair Bolsonaro com um vídeo de conteúdo obsceno e escatológico. Desse modo, as taxas que mais subiram foram as da ponta longa, mais sensíveis aos riscos externo e fiscal. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a sessão estendida em 6,480%, de 6,470%, a do DI para janeiro de 2021 subiu de 7,162% para 7,19%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 8,34%, de 8,302%, e a do DI para janeiro de 2025 terminou em 8,90%, de 8,842%.


