Subiu
Braskem

Desceu
MRV ON

Aversão ao risco interno e cenário nos EUA puxam alta
O dólar renovou as máximas ante o real na segunda-feira, 30, na maior cotação desde 6 de julho deste ano, em movimento defensivo na véspera da formação da Ptax e com semana curta por causa do feriado na quinta-feira. No cenário doméstico, a forte queda da bolsa por causa do aumento da aversão ao risco influenciou o câmbio e, no exterior, as especulações giram em torno do novo presidente do Federal Reserve e a possível aprovação da reforma tributária proposta pelo presidente Donald Trump. No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 1,37%, aos R$ 3,2883. O giro financeiro somou US$ 1,109 bilhão. No mercado futuro para novembro, caiu 1,59%, aos R$ 3,2895 e giro de US$ 18,69 bilhões.

Bovespa fecha com maior queda em quatro meses
Uma combinação de fatores internos e externos pesou sobre a bolsa brasileira, que teve a maior queda porcentual em mais de quatro meses. Segundo profissionais do mercado, houve aumento do desconforto do investidor diante de adversidades do cenário doméstico. Assim, o Índice Bovespa terminou o dia aos 74.800,33 pontos, em queda de 1,55%. Foi a maior perda em um único dia desde 20 de junho (-2,01%). O ganho acumulado do índice em outubro foi reduzido para 0,68%. A queda mais significativa do dia ficou com MRV ON, que recuou 5,85%, com noticiário sobre os planos do governo para uso do FGTS em outras frentes, como pagamento de dívidas com o Fies, programa de financiamento estudantil.

Somente três papéis do setor elétrico escapam
A queda foi generalizada e, dentro da carteira teórica do Ibovespa, somente três papéis foram poupados. A maior alta do dia foi de Braskem PNA, que disparou 19,96% diante de notícias de bastidores sobre a possível proposta de compra do controle da empresa pela holandesa LyondellBasell. CPFL Energia ON e Ambev ON também subiram, mas apenas 0,26% e 0,24%, respectivamente. Apesar da alta dos preços do petróleo, Petrobras ON e PN recuaram 0,29% e 1,47%, pela ordem, enquanto a commodity avançou moderadamente nas bolsas de Nova York e Londres. Vale ON perdeu 0,61%, em sintonia com a queda dos preços do minério de ferro e das ações de outras mineradoras pelo mundo.

Juros futuros sobem por cenário político no País
Os juros futuros fecharam a sessão regular em alta nos contratos de longo prazo, enquanto os vencimentos curtos encerraram próximos dos ajustes da sexta-feira. A exemplo dos demais ativos domésticos, os juros longos acusam a piora da percepção de risco no cenário político trazida pelos números da pesquisa Ibope divulgada no último domingo, que adicionou cautela aos negócios. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,33%, de 7,30% e a taxa do DI para janeiro de 2020 avançou de 8,37% para 8,43%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 9,19%, de 9,10%, e a do DI para janeiro de 2023 foi de 9,80% para 9,87%.

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