São Paulo Depois da alta moderada registrada ao longo do dia, o dólar comercial acelerou e terminou ontem com elevação de 1,23%, vendido a R$ 2,875. Esse é o seu maior valor em seis dias.
Entretanto, não houve fatos negativos que provocassem um nervosismo do mercado financeiro. Ao contrário, a queda de 4,68% do risco-país e o superávit de US$ 554 milhões da balança comercial na segunda semana de junho (leia matéria na página 2) ajudaram a manter o clima otimista dos últimos dias.
''A queda do risco mostra como são positivas as perspectivas para o Brasil'', disse um analista. ''A recuperação da credibilidade é a principal explicação para a queda do dólar neste ano, já que possibilita às empresas nacionais captar recursos lá fora a custos menores. Assim, o fluxo de entrada de recursos só faz aumentar.'' No ano, a moeda norte-americana já se desvalorizou em 23,3% e as captações ultrapassam os US$ 9 bilhões.
O risco Brasil fechou ontem em 692 pontos, refletindo a aprovação dos investidores à política econômica austera do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

mockup