Dólar sobe
Ibovespa desce

Moeda norte-americana encerra sessão cotada a R$ 3,8054
O dólar engatou a sexta alta consecutiva e fechou no maior nível desde 28 de dezembro (R$ 3,8755). O câmbio foi influenciado principalmente pelo mercado externo, que teve um dia de aversão ao risco em meio a preocupações com a desaceleração da economia mundial e com os rumos das negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos após notícias de que a Casa Branca recusou a visita de oficiais de Pequim, um sinal da dificuldade das duas potências para chegar a um acordo. O dólar à vista fechou em alta de 1,19%, a R$ 3,8054. O dólar para fevereiro fechou em alta de 1,70%, a R$ 3,8195, na máxima do dia.

Ibovespa encerra com a maior queda de 2019 (-0,94%)
No dia do esperado discurso do presidente Jair Bolsonaro em Davos, o Ibovespa experimentou uma correção de baixa motivada pelo exterior, segundo agentes do mercado. Assim o Ibovespa encerrou com a maior queda de 2019 (-0,94%) aos 95 103,38 pontos. Isso representa uma perda de 900 pontos entre o fechamento de segunda-feira e o desta terça-feira (22). No exterior, sobretudo nos mercados americanos, pesou negativamente a notícia de revés na jornada em busca de um entendimento comercial entre Estados Unidos e China. Naquele momento, o Ibovespa marcou a mínima intraday aos 94.662 pontos em queda de 1,40%.

BRF, Marfrig e JBS são maiores baixas da carteira do Ibovespa
Entre as maiores baixas da carteira Ibovespa, os destaques foram BRF, Marfrig e JBS. As empresas foram penalizadas pela notícia de que a Arábia Saudita irá descredenciar um total de 33 unidades brasileiras habilitadas a exportar carne de frango para o país sem uma clara justificativa no documento que foi enviado, na noite de segunda, ao governo brasileiro. Segundo nota do Ministério da Agricultura, 15 plantas de carnes da BRF e da JBS continuarão habilitadas a vender para a Arábia Saudita - três da BRF; quatro da SHB Alimentos (que pertence à BRF); duas da JBS Aves e seis da Seara Alimentos (que são da JBS).

Taxas de juros futuros alternam altas e baixas ao longo do dia
As taxas de juros negociadas no mercado futuro alternaram altas e baixas ao longo do dia, oscilando ao sabor de diferentes referências. Ao final dos negócios na sessão estendida da B3, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam próximas da estabilidade, com viés de baixa nos mais curtos e de alta na ponta longa. O vencimento de janeiro de 2020 terminou o dia em 6,50%, ante 6,54%. O DI para janeiro de 2021 projetou 7,31%, ante 7,34%. O vencimento de janeiro de 2023 teve taxa de 8,43%, de 8,44%. Na ponta mais longa, a taxa do DI para janeiro de 2025 projetou 8,96%, na máxima do dia, contra 8,92%.

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