São Paulo O dólar comercial fechou ontem perto da máxima do dia, a R$ 3,435, em alta de 0,79%, depois de cair até 0,73% (a R$ 3,383) pela manhã. A frustração dos players com a rolagem de 25,8% do vencimento de US$ 3,106 bilhões em papéis cambiais em 1º de abril e a piora dos C-Bonds e das Bolsas em Nova York e da Bovespa, à tarde, provocaram zeragem de vendas de dólar e a virada das cotações.
O giro financeiro no D+2 à vista cresceu 6%, para cerca de US$ 1,108 bilhão. Os investidores reagiram mal à possibilidade de os Estados Unidos, Inglaterra e Espanha decidirem neste fim de semana, em reunião no arquipélago dos Açores, em Portugal, pelo início dos ataques ao Iraque na próxima semana, mesmo sem a aprovação pelo Conselho de Segurança da ONU.
Por isso os investidores foram comprar moeda no mercado à vista, num movimento de ajuste às últimas quedas e de realização de lucros. Neste mês, até anteontem, o dólar havia acumulado queda de 4,54%. Com o resultado de ontem, a perda contabilizada pela moeda americana no mês diminuiu para 3,78% e, no ano, para 2,97%.
A Bovespa acompanhou com cautela a insegurança dos mercados em Nova York. Mas não cedeu a um movimento de realização de lucros, o que seria considerado natural, dadas as altas dos últimos pregões.

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