Dólar sobe 0,5% e fecha a R$ 1,81
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sexta-feira, 05 de fevereiro de 1999
Agência Folha 
O mercado financeiro teve um início de dia bem pessimista, dando continuidade ao clima de quarta-feira. Ao longo do dia, entretanto, houve ligeira melhora. O dólar no mercado à vista abriu em alta e chegou a bater em R$ 1,86, mas recuou na parte da tarde para fechar a R$ 1,81. Em relação ao fechamento anterior, a alta foi de 0,56%. A valorização acumulada desde a primeira alteração da política cambial está em 49,5%. Pela média do BC, o dólar ficou em R$ 1,81, com alta de 2,3% sobre a média anterior.
A comparação entre a média e o fechamento indica que, embora tenha recuado no final do dia, na maior parte do tempo o dólar operou acima da cotação da véspera. Segundo operadores, o mercado está muito cauteloso e o clima é de expectativa em relação aos rumos da política econômica. Não se sabe se a opção será por uma política monetária rígida, com juros ainda mais altos. Também não se sabe se o governo optará por manter o câmbio totalmente livre ou preferirá usar alguns mecanismos de intervenção.
É grande a expectativa de que o governo possa aplicar um novo choque de juros, atendendo ao desejo do FMI (Fundo Monetário Internacional), para conter a pressão inflacionária. Por esse motivo, no mercado futuro, a projeção de juros para março - contrato que vence em abril - chegou a bater em 55% durante o dia. Depois recuou e fechou a 52,62% ao ano, quase estável em relação ao dia anterior (52,49%).
Esse patamar de juro está bem acima do que é praticado hoje, o que indica expectativa de alta. A taxa no over - mercado de juro de um dia - está em 39%.
O C-bond, principal título da dívida externa, fechou em queda, cotado a 56,6% do valor de face, contra 57,15% na véspera. O título chegou a bater em 58%, mas recuou após o anúncio das metas com o FMI. Havia expectativa de novidades, o que não se confirmou, levando investidores a vender o papel no fim do dia.
A Bolsa de Valores de São Paulo voltou a fechar em ligeira baixa. O Ibovespa encerrou com desvalorização de 0,26%, no terceiro pregão consecutivo de queda.


