Ata do Fed impulsa moeda norte-americana
O dólar teve novo dia de valorização nesta quinta-feira (5), e fechou cotado a R$ 3,9304 (+0,44%), o maior valor desde 1º de março de 2016 (R$ 3,9442), período em que a moeda subia em meio às expectativas pelo processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A divisa norte-americana abriu a quinta-feira em baixa, mas engatou alta ainda pela manhã e renovou máximas após a publicação da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). A sinalização de que os juros vão seguir em elevação na maior economia do mundo manteve o dólar valorizado também frente a outras moedas globais.

Bovespa interrompe sequência de altas
A cautela diante das incertezas dos cenários interno e externo levou o investidor do mercado brasileiro de ações a optar por recolher os lucros obtidos recentemente, interrompendo uma sequência de altas do Índice Bovespa que se estendeu por cinco pregões consecutivos. O índice chegou a subir moderadamente pela manhã, ainda sob o efeito do noticiário corporativo positivo da véspera, mas cedeu a uma discreta correção. Ao final dos negócios, marcou 74.553,06 pontos, em baixa de 0,25%. Embraer, Petrobras e Eletrobras foram os principais destaques de baixa, um dia depois de terem sido impulsionadas por eventos específicos que melhoraram o humor do investidor.

Ações da Embraer despencaram 14,29%
O principal destaque do dia foi Embraer. A ação da companhia de aviação brasileira, que havia subido mais de 3% na quarta-feira, já na expectativa pela concretização do negócio com a Boeing, nesta quinta-feira despencou 14,29% e respondeu pelo segundo maior volume de negócios da B3 (R$ 531,6 milhões). Com oscilações não tão expressivas quanto as da Embraer, mas com peso maior na composição do Ibovespa, as ações da Petrobras recuaram 2,99% (ON) e 3,20% (PN) e exerceram influência importante na queda do índice. Por fim, Eletrobras ON e PNB cederam 8,60% e 6,15%, devolvendo apenas parte dos ganhos da véspera, em reflexo do avanço do processo legislativo para permitir a venda das distribuidoras da companhia ainda este mês.

Pressionadas pelo câmbio taxas de juros também sobem
Os juros futuros fecharam a sessão regular desta quinta-feira em alta, pressionados principalmente pelo desconforto com o patamar do câmbio. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 terminou em 6,910%, de 6,849% na quarta-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,37% para 8,44%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou a 9,41%, de 9,32% no ajuste de quarta, e a do DI para janeiro de 2023 fechou em 10,77%, de 10,64%. Pela manhã, fatores técnicos relacionados ao leilão de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN) já puxavam as taxas para cima, mas, mesmo depois da operação, os juros mantiveram-se em alta.

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