São Paulo - O dólar fechou em alta pela terceira sessão consecutiva ontem. A moeda norte-americana subiu 0,37%, negociada a R$ 2,92, maior cotação desde o último dia 9.
O mercado minimizou a crise envolvendo ex-assessor do ministro José Dirceu (Casa Civil). Na sexta-feira, a revista Época divulgou vídeo que mostra um dos homens de confiança de Dirceu, Waldomiro Diniz, negociando propina com bicheiro. Ele foi exonerado. A avaliação agora é de que o governo deve abafar o caso, impedindo a abertura de uma CPI. O mercado teme que uma CPI paralise o Congresso em ano eleitoral e atrase a votação das reformas estruturais.
Ontem, o que refletiu também no mercado financeiro foi a decisão do Senado de adiar para o dia 2 de março a votação do modelo do setor elétrico. Com isso, o risco Brasil subia 2,10%, aos 533 pontos. O C-Bond, título da dívida externa do País, valorizava 0,12%, negociado a 96,50% do valor de face.
Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, interrompeu a sequência de três baixas e fechou ontem em alta de 1,07%, aos 22.426 pontos, graças à valorização das ações de empresas exportadoras. O pregão girou R$ 1,439 bilhão, acima da média diária do mês passado (R$ 1,3 bilhão).
Na lista das maiores altas do Ibovespa, destacaram-se os papéis das companhias que lucram com o efeito positivo da alta do dólar nas receitas de exportações. A ação PNA do grupo siderúrgico Usiminas liderou os ganhos com alta de 6,3%. A empresa controla a Cosipa - as exportações representaram 41% de suas vendas em 2003.

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