Agência Folha
De São Paulo
O dólar comercial recuou 1,27% ontem, a maior queda desde 26 de maio. Operações de venda feitas por um banco estrangeiro e o otimismo com o leilão de privatização da Paranapanema forçaram a baixa da moeda. O dólar fechou o dia negociado a R$ 1,791, para venda.
Os negócios começaram a ser feitos num clima de otimismo, após o ágio de 90,21% conseguido na privatização da Companhia de Geração de Energia Elétrica Paranapanema. Durante o dia, o Citibank vendeu maciçamente dólares no mercado aberto. A oferta provocou a queda no valor da moeda.
‘‘Alguns outros bancos passaram a vender dólares também’’, disse Miriam Tavares, diretora comercial da corretora Renova. Segundo ela, o movimento de ontem pode ter tido origem em alguma ordem de pagamento externo recebida pelo banco a favor de uma empresa no Brasil.
Para Carlos Alberto Abdalla, da corretora Souza Barros, o vencimento de contratos futuros no dólar, na próxima segunda-feira, já teve influência ontem. ‘‘O mesmo banco que opera no mercado pronto atua no mercado futuro. Ele não vai apostar na alta do dólar no futuro, por exemplo, enquanto derruba a moeda no mercado à vista’’.

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