São Paulo A entrada de dólares novos no País e o anúncio da nova meta de superávit primário do governo garantiram a queda do dólar ontem, embora tenha operado em alta durante a maior parte da tarde. A moeda norte-americana fechou em baixa de 0,19%, a R$ 3,58 para compra e a R$ 3,585 para venda.
Na semana, entretanto, o dólar acumulou alta de 1,99%. Já o risco Brasil recua 1,20%, para 1.310 pontos, e acumula na semana queda de 0,98%.
A meta austera de superávit de 4,25% do PIB - ligeiramente acima das expectativas do mercado, entre 4,1% e 4,2%, e o maior valor desde 1998 - agradou os investidores e fez o mercado inverter o movimento no fim dos negócios.
Durante a manhã, a queda da moeda norte-americana fora sustentada por uma venda significativa de dólares pelo Bradesco. O banco, que nesta semana concluiu uma captação de 70 milhões de euros no exterior, anunciou ontem que captou mais US$ 150 milhões. Em janeiro, o Bradesco já emitira US$ 250 milhões em títulos.
Ontem também o Banco Central rolou 54,2% de uma dívida cambial de US$ 2,5 bilhões que vence no dia 13, pagando taxas de dois a nove pontos mais baixas do que as pagas na última operação, que foi de um vencimento no último dia 3.
Bolsa - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,75%, aos 10.380 pontos - a menor desde o dia 10 de dezembro - e volume financeiro de R$ 385,891 milhões. Na semana, o Ibovespa (principal índice e que reúne as 56 ações mais negociadas) acumulou queda de 5,1%.

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