Subiu
Gol PN

Desceu
Petrobras

Ameaça de Trump reduz
desvalorização da moeda
Após cinco dias consecutivos de alta, o dólar chegou a engatar queda de quase 1% na manhã de terça-feira (11), recuando para R$ 3,88, embalado pelo avanço do diálogo comercial entre a China e os Estados Unidos e pela volta do Banco Central ao mercado por meio de leilões de linha (venda da moeda no mercado à vista com compromisso de recompra). O movimento perdeu força na parte da tarde em meio a notícias negativas no mercado internacional. No fim, o dólar à vista terminou em queda de 0,22%, aos R$ 3,9138. A razão foi a ameaça do presidente Donald Trump de paralisar o governo caso o Congresso não incorpore no Orçamento recursos para a construção do muro na fronteira com o México.

Bovespa perde fôlego e
tem recuperação moderada
A volatilidade continuou presente nos mercados internacionais e impediu a recuperação mais consistente do Índice Bovespa. O indicador de ações brasileiro chegou a subir 1,87% pela manhã, mas perdeu fôlego a reboque das bolsas de Nova York e terminou o dia com alta moderada, de 0,59%, aos 86.419,57 pontos. Os negócios somaram R$ 12,9 bilhões, novamente abaixo da média de dezembro. O Ibovespa havia caído 2,50% na segunda-feira, sob influência dos ânimos externos, com temores de desaceleração da economia chinesa e ao adiamento da votação do Brexit. além da forte queda das commodities. A sinalização de entendimento entre EUA e China não afastou a instabilidade nos negócios.

Setores elétrico e financeiro
puxam resultado para cima
A alta do final do dia foi garantida principalmente pelas ações do setor financeiro e elétrico, este último influenciado pela perspectiva positiva com privatizações, um dia depois do leilão da distribuidora Amazonas Energia, pertencente à Eletrobras. As ações da Eletrobras terminaram o dia com ganhos expressivos, de 3,91% (ON) e 3,28% (PNB). Entre as ações do Ibovespa, a maior alta ficou com Gol PN, que disparou 13,04% como reflexo do pedido de recuperação judicial da Avianca. Smiles ON subiu 3,55%. Entre as baixas do dia, destaque para os papéis da Petrobras, que tiveram perdas moderadas (ambas de 0,64%), mesmo em dia de alta dos preços do petróleo.

Taxas de juros ficam
com viés de baixa
Os juros futuros de longo prazo reduziram a queda, alinhados à desaceleração do ritmo de perdas do dólar e à piora de humor no exterior, e fecharam a sessão regular perto dos ajustes de segunda-feira (10). As taxas de curto prazo, por sua vez, passaram o dia todo oscilando com viés de baixa, à espera pela decisão do Copom na quarta-feira (12). A sessão teve liquidez fraca. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,740%, de 6,761% no ajuste anterior, e a de janeiro de 2021 passou de 7,823%%, para 7,81%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,21%, de 9,223% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 terminou em 9,83%, de 9,822%.

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