O dólar fechou ontem abaixo de R$ 2,50, encerrando os negócios cotado a R$ 2,48, o nível mais baixo desde 10 de agosto. A Bolsa de Valores de São Paulo também teve um dia de otimismo. O Ibovespa fechou o dia em alta de 2,50%. A notícia de que a AmBev vai captar US$ 500 milhões no exterior e as informações de que outras empresas como a Votorantim também vão recorrer ao mercado externo no curto prazo estimularam a venda da moeda, devido à expectativa de que o País receberá um volume expressivo de dólares nos próximos meses.
Além disso, as declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Luiz Fernando Figueiredo, indicando que a taxa Selic não deve cair tão cedo, contribuíram para o recuo das cotações. A questão é que juros em níveis elevados encarecem o custo de manter posições em dólares.
A moeda caiu ontem 0,96%, ampliando a desvalorização no mês para 8,11%. E a queda pode continuar nos próximos dias, segundo os analistas. O diretor-executivo de Tesouraria do Banco Fator, Sérgio Machado, acredita que o dólar está ''mais para R$ 2,45 do que para R$ 2,50'', podendo recuar até mesmo para R$ 2,40.

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