O dólar paralelo foi o ativo financeiro que mais se valorizou em agosto, mês em que as Bolsas tiveram o pior desempenho desde março de 1990. O preço de venda do ‘‘black’’ subiu 2,46%. A maior alta anterior foi em dezembro do ano passado: 4,27%. Essa conta, entretanto, não vale para contabilizar ganhos no dólar como aplicação financeira.
O cambista não recompra o dólar pelo mesmo valor que vende. Comparando o preço de venda do paralelo no final de julho com o de compra ontem, a variação é de 1,23%. Comprava-se dólar a R$ 1,22 um mês atrás e revendia-se a R$ 1,235 hoje. O preço de venda fechou em R$ 1,25. As aplicações em Bolsas de Valores foram desastrosas.
O Indice Bovespa, que reflete a variação das ações mais negociadas em São Paulo, caiu 39,55% no mês passado. Os analistas evitam previsões, já que a crise é global, mas é opinião geral que as ações ficaram muito baratas no Brasil. Acontece que ninguém se arrisca a comprar e muitos querem vender, para ter liquidez (dinheiro na mão).
Na área de renda fixa, a liderança em agosto ficou mais uma vez com o CDB prefixado de grande investidor (que aplica de R$ 200 mil para cima), que rendeu 1,18% líquido (cálculo para 21 dias úteis, sem computar o efeito da CPMF). Os fundos de renda fixa renderam menos. Na média, deram taxa líquida de 1,08% nos de 60 dias e 1,03% nos de 30 dias, contra 0,8768% na poupança do dia 1º.
O conselho de analistas é para evitar troca-troca de aplicações nesse momento. Se for aplicar em fundos, prefira o DI, que segue mais de perto o vaivém dos juros.

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