O dólar recuou ligeiramente ontem. A Bovespa ensaiou recuperação, mas acabou fechando em baixa. A cotação da moeda norte-americana caiu 0,35%. A moeda, que era cotada a R$ 2,567 anteontem, ficou ontem em R$ 2,558. A Bovespa acabou fechando em queda de 0,27%, depois de ensaiar uma alta de 1,15% durante o pregão.
O governo argentino anunciou que a arrecadação fiscal em agosto caiu 3,4%, índice menor que o esperada por analistas. Dos EUA, veio ontem a notícia de que o ritmo de retração da indústria já é menor, o que pode significar uma melhora no cenário econômico norte-americano. Os dois indicadores fizeram os juros futuros caírem na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Os juros projetados para janeiro de 2002, que eram de 21,6% anteontem, caíram ontem para 21%.
Com uma maior retração na economia, a avaliação de analistas é que o BC (Banco Central) não aumente mais as taxas de juros caso não enfrente choques externos muito fortes. Com a economia à beira da recessão, dizem, uma alta agora só pioraria as coisas. O resultado: no início de agosto os juros de janeiro de 2002 eram projetados em 24,64%. Ontem a projeção era de 21,6%.
A Bovespa, que acabou fechando em queda, chegou a ensaiar alta de 1,15% durante o pregão. A melhora nos EUA e na Argentina traduziu-se num volume um pouco melhor de negócios, ainda que tenha se mantido reduzido. A Bolsa ontem movimentou R$ 532 milhões. Sem fôlego para manter a alta, o Ibovespa fechou em 12.766 pontos, com uma queda de 0,27% em relação ao dia anterior. Ontem foi o quarto dia consecutivo em que a Bolsa paulista fechou em queda.

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