São Paulo – Após quatro dias de queda, o dólar fechou ontem em alta de 0,55%, cotado a R$ 2,381. As explicações para o comportamento da moeda americana, como nos últimos dias, variaram ontem.
Há aqueles que avaliam que a variação do dólar reflete, apenas, um movimento normal, de fluxo de mercado. Não haveria uma notícia capaz de gerar movimentos especulativos que estejam influenciando ou invertendo a trajetória da moeda. Com a queda dos últimos dias, a leve alta de ontem é considerada normal.
Há, ainda, os que afirmam que a Argentina ainda leva certa ansiedade às mesas de operações. O temor é de uma quebra no sistema financeiro do país ou de uma revolta social. A moeda do país voltou a ser negociada a mais de 2 pesos por dólar ontem. Operadores falavam em uma procura por ‘‘hedge’’ (proteção) por parte dos bancos para explicar a alta.
O ‘‘hedge’’ é uma forma de os investidores impedirem que suas dívidas em dólar disparem ou seu patrimônio na moeda seja depreciado devido à alta da cotação. ‘‘Parece existir uma convenção: quando o dólar sobe, é por causa da Argentina. Quando cai, é a expectativa para uma captação’’, diz Fernando Leite, diretor da corretora Quality. ‘‘O que ocorre é que não há uma explicação. Trata-se de um movimento normal de um mercado em que o câmbio é flutuante.’’
Marcelo Saddi, diretor da BNP Asset Management, também avalia que o dólar vem respeitando uma oscilação média, para cima ou para baixo, como um reflexo de uma movimentação normal do dia-a-dia.

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