Dólar mantém 'rotina' e quebra recorde do Real
O dólar comercial persistiu em alta e fechou em novo recorde do Plano Real, vendido a R$ 2,346, com ganho de 0,95%. O fluxo negativo e a especulação sobre o tamanho de eventual alta da taxa Selic pelo Copom foram fatores adicionais que pressionaram as cotações.
Além disso, continuaram causando estresse no mercado as incertezas sobre os efeitos do racionamento de energia no crescimento do País, o problema político em Brasília e a persistente desconfiança sobre a Argentina.
Profissionais do mercado cambial disseram que empresas e bancos anteciparam compras de dólar para remessas ao exterior programadas para o fim do mês, porque não há expectativa de queda expressiva das cotações. O pessimismo é justificado, principalmente, pelas dúvidas sobre o impacto do racionamento de energia no PIB, investimentos estrangeiros diretos e balança comercial.
A especulação em torno de eventual elevação do juro básico brasileiro também deu fôlego à alta do dólar. Um diretor de mesa de câmbio disse que a moeda já precificava um aumento de 50 pontos na Selic, que estava em 16,25% (o que acabou se confirmando). No mercado à vista, o dólar comercial oscilou 0,64%, entre a mínima de R$ 2,334 (+0,43%) e a máxima de R$ 2,349 (+1,08%). (AE)





