Dólar mantém queda e chega a R$ 3,155
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segunda-feira, 07 de abril de 2003
Denyse Godoy<br> Agência Folha 
São Paulo - O dólar comercial atingiu ontem um novo recorde de baixa: R$ 3,155. Recuando 2,10%, a moeda norte-americana terminou o dia ao menor patamar desde 12 de setembro de 2002.
Segundo analistas, as atuais circunstâncias são favoráveis a um movimento de queda. Mais uma vez, o otimismo dos mercados de valores internacionais foi o que mais influenciou no desempenho do dólar.
Com o avanço das tropas anglo-americanas em Bagdá - o alto comando militar das forças lideradas pelos Estados Unidos afirmou já controlar a cidade - , a guerra parece se aproximar do fim.
Além disso, indicadores macroeconômicos positivos sobre o Brasil animam os investidores estrangeiros, o que se reflete no risco-país, que hoje rompeu a barreira dos 900 pontos, ficando em 897, e no C-Bond. Este, que é o título da dívida externa mais negociado, vale 84,250% do seu valor de face, com alta de 1,81%.
Ontem, o governo informou que o superávit da balança comercial na primeira semana de abril chegou a US$ 247 milhões; no ano, são US$ 4 bilhões. Assim, os índices de inflação a serem divulgados nos próximos dias merecem atenção especial. Na quarta-feira, sai o IGP-DI de março, da Fipe; na quinta-feira, o IPC da 1 quadrissemana de abril, também da Fipe, e o INPC e o IPCA do IBGE. ''Se houver alguma surpresa ruim nesses números, pode haver uma interrupção na sequência de quedas da moeda norte-americana'', alerta um analista.
O mercado também evita falar sobre um piso para o dólar; a única certeza é de que cotações abaixo de R$ 3,00 deixariam de ser interessantes do ponto de vista do comércio exterior. ''Nesse caso, pode até ser que o governo resolva intervir no câmbio, ao contrário do que tem dito ultimamente'', afirma outro especialista.


