O dólar paralelo fechou maio na liderança do ranking de investimentos, acumulando valorização de 2,51% no período. As incertezas em relação à economia americana e as preocupações quanto às dificuldades fiscais da Argentina provocaram o aumento da demanda pela moeda. Já o dólar comercial, que corrige os fundos cambiais, subiu 1,05%.
Em segundo lugar no ranking apareceram os CDBs para grandes quantias, com rendimento líquido de 1,20%. Todas as aplicações de renda fixa tiveram rentabilidade superior à inflação de 0,31%, medida pelo IGPM da Fundação Getúlio Vargas (FGV). E, mais uma vez, a caderneta teve a menor rentabilidade do segmento, 0,75%. O investimento em ações foi novamente a pior opção para o aplicador: o Índice Bovespa, que reúne os papéis mais negociados na bolsa paulista, recuou 3,74% no período.
Ontem a Bovespa fechou em queda de 1,92%, em 14.956 pontos, e volume financeiro de R$ 863 milhões. O motivo mais forte para a queda das bolsas latino-americanas (México caiu 0,62% e Buenos Aires recuou 1,77%) ontem, segundo o mercado, foi a mudança que acontece hoje em uma carteira teórica do Morgan Stanley, que muitos investidores usam como sinalizador para se posicionarem nos países emergentes.
Esta carteira, que tem um total de ativos de US$ 12 bilhões, estaria indicando a realocação de recursos dos países latino-americanos para a Ásia. A parte que cabe ao Brasil dentro deste montante é de US$ 200 milhões.
Em Nova York, a Nasdaq fechou em queda de 58,5 pontos, ou -1,69%, para 3.400,96 pontos, também devolvendo os ganhos dos últimos pregões. O Dow Jones caiu 4,80 pontos, ou 0,05%, para 10.522,3 pontos.
O dólar andou ontem na contramão do mercado. Enquanto as bolsas internacionais e doméstica tiveram um dia negativo, o mercado de câmbio operou de forma mais otimista, com o dólar encerrando em baixa de 0,33%, cotado a R$ 1,8250.

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