O dólar comercial disparou em novembro, encerrando o mês em alta de 4,21%, cotado por R$ 1,981. Com isso, a moeda norte-americana ficou na liderança do ranking de investimentos. Na sexta-feira, o dólar recuou um pouco, e fechou em R$ 1,974. A expectativa é que o câmbio continue bastante volátil este mês, mas os analistas não acreditam numa valorização tão expressiva como a ocorrida em novembro. Os fatores de pressão sobre o dólar vão continuar os mesmos: as incertezas em relação à Argentina e as dúvidas sobre a desaceleração da economia norte-americana.
O economista-chefe do banco Inter American Express, Marcelo Allain, lembra que o fluxo de recursos deve ser positivo no mês, por conta dos leilões de privatização da Cesp, marcado para quinta-feira, e da Copene, no dia 14, o que tende a empurrar para baixo as cotações. É certo que, pelo menos no leilão da Cesp, entrarão dólares no País, uma vez que somente empresas estrangeiras estão habilitadas. O preço mínimo da empresa é de R$ 1,73 bilhão. O leilão da Copene também pode carrear dólares para o País, porque a Dow Química é uma das concorrentes. Mas Allain alerta que o Banco Central deve entrar comprando para evitar uma queda abrupta da cotações.

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