Dólar lidera aplicações de agosto
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Rosangela Dolis 
São Paulo - O dólar teve a maior valorização entre os ativos financeiros em agosto, mês marcado pela turbulência no mercado global em decorrência da crise imobiliária americana. A moeda americana subiu 4,30% - a alta beneficia os fundos cambiais, que acompanham a valorização; no paralelo, a moeda americana subiu 2,39% (3º lugar no ranking). O ouro, em segundo lugar, subiu 2,42%. A Bolsa, que chegou a cair 11,38% em agosto, no dia 16, o pior do mês, recuperou-se e fechou o mês em quarto lugar, com alta de 0,84%. A bolsa e todas as aplicações de renda fixa (fundos, CDBs e caderneta) renderam em agosto abaixo da inflação de 0,98% medida pelo IGP-M, o que equivale a ganho real negativo. A inflação não superava o rendimento de fundos e CDBs desde agosto de 2004 e da caderneta desde novembro de 2006.
Entre as aplicações remuneradas por juros, os fundos DI, com rendimento líquido médio de 0,73%(-0,25% de ganho real), foram o melhor investimento, porque puderam tirar proveito da alta dos juros provocada pela crise. Nessas carteiras, o gestor tem o compromisso de atrelar no mínimo 95% do total em títulos da carteira à variação do CDI (título trocado entre bancos) ou à taxa Selic. Isso permitiu que o fundo DI acompanhasse a alta das taxas no mercado e atraísse investidores; eles receberam depósitos que no dia 28 superavam os saques em R$ 3,91 bilhões (captação líquida).
Boa parte desses recursos foi alocada por investidores que migraram dos fundos de renda fixa, de onde a saída líquida no mês estava em R$ 5,90 bilhões no dia 28. Esses fundos renderam em média 0,67% líquido, perdendo para os CDBs de valor acima de R$ 100 mil, que pagaram em média 0,70% líquido. As cotas dos fundos de renda fixa chegaram a ter variação negativa no meio do mês, porque os juros dos títulos de longo prazo prefixados e indexados à inflação presentes nas carteiras ficaram abaixo da taxa de mercado e o prejuízo precisou ser contabilizado.
Para pequenos investidores no segmento de renda fixa, a caderneta foi a melhor opção em agosto, com rendimento de 0,65%, seguida pelos fundos DI com taxa de administração de 2,5% ao ano, com rendimento líquido de 0,60%, e pelos CDBs, que para esse público ofereceram 0,58% líquido.


