A alta na cotação do dólar dos últimos dias ainda não trouxe reflexos para o comércio de importados – como produtos de decoração, brinquedos, perfumes e itens eletrônicos. Pelo menos por enquanto, lojistas desses segmentos dizem que estão segurando os preços para não perder mercado. Já no setor de informática, a situação está um pouco mais complicada. Eduardo Nobre, gerente comercial da Compusystem, diz que os preços para o consumidor já tiveram uma alta de cerca de 5% e as vendas deram uma retraída. ‘‘Os consumidores estão comprando apenas o que é estritamente necessário.’’
O gerente informa que diminuiu suas compras, junto aos fornecedores, em cerca de 70%. ‘‘Não posso fazer estoques neste momento. Por enquanto, só estou fazendo pedidos de compras confirmadas por clientes.’’
Neste primeiro momento, os turistas também ficaram assustados e está havendo uma queda na procura por pacotes internacionais. Mesmo sem ter estatísticas, Valéria Cesar, proprietária da Tur Company e diretora regional da Associação Brasileira de Agência de Viagem, diz que a procura, agora, é maior para roteiros internos. ‘‘Mas logo as pessoas se acostumam com a nova situação e voltam a viajar para o exterior’’.’’
Já as lojas de Londrina que trabalham com perfumes, bebidas e produtos eletrônicos estão em compasso de espera pelo desfecho das várias situações que têm forçado a alta da moeda norte-americana. Empresários ouvidos pela Folha disseram ontem que preferem não correr o risco de espantar o cliente.
O proprietário da Aspen Importados, Robins Hara, diz que os estoques das importadoras estão altos e que não é vantagem para eles, no momento, aumentar preços. ‘‘É preferível girar a mercadoria a ficar com ela parada’’, observa. A responsável pela loja Yang Import, Diny Yang, também não acredita que as importadoras alterem os preços nesse momento. ‘‘Pode até haver uma alta, mas acredito que demore um pouco. Todos estão esperando para ver o que vai acontecer.’’

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