A percepção de que é certo que haverá uma ajuda internacional à Argentina, somada a rumores de que o socorro do FMI deve ser reforçado por recursos de outros organismos multilaterais, podendo chegar a US$ 14 bilhões, provocaram a queda do dólar ontem à tarde. A moeda norte-americana inverteu a mão à tarde e encerrou vendida a R$ 2,4640, em baixa de 0,12%, depois de operar em alta durante toda a manhã e atingir a máxima de R$ 2,4930, com ganho de 1,05%. Ainda assim, neste mês, o dólar contabiliza perda de 0,24% frente ao real, mas, neste ano, o ganho acumulado está em 26,29%.
Segundo Sérgio Machado, diretor de tesouraria do banco Fator, ficou claro para o mercado ontem que vai haver uma ajuda financeira à Argentina. ''Isso porque é muito grande a pressão sobre os Estados Unidos e organismos multilaterais por parte de empresas estrangeiras e investidores, que detêm grandes volumes de investimentos no país vizinho'', afirmou.
O mercado de ações teve dois momentos distintos nesta sexta-feira. De manhã, o Índice Bovespa operou em baixa, chegando a cair 0,70% na mínima do dia. À tarde, o sinal do Ibovespa se inverteu, com a bolsa paulista fechando com valorização de 0,59%. No acumulado de uma semana pós-acordo do Brasil com FMI e repleta de expectativa em relação à Argentina, o Ibovespa subiu 0,56%.
(Silvana Rocha, Mario Rocha e Marisa Castellani)

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