Um movimento especulativo fez o dólar comercial interromper a queda dos últimos sete dias úteis para fechar com ganho de 2,06% e na máxima de R$ 2,38, na venda. Ainda assim, a perda contabilizada pela moeda americana frente o real neste mês até o momento é de 4,65%.
Boatos nas mesas de operação de que o Banco Central em reunião com os bancos que comercializam a moeda (os dealers) poderiam fazer um swap (troca) de títulos cambiais neste segundo semestre e no ano que vem provocaram compras especulativas à tarde. Como não havia vendedor de moeda, os preços dispararam, justificaram os operadores das mesas de câmbio.
Esses rumores surgiram no mercado perto do encerramento dos negócios. No entanto, alguns profissionais já haviam identificado a firme atuação compradora no fim da manhã de três bancos dealers dois estrangeiros e um nacional. Essa movimentação provocou uma corrida de tesourarias de outras instituições em busca de moeda, que escasseou nas mesas de negociação.
Outra corrente, no entanto, atribuiu a reação dos preços à não-confirmação do fluxo positivo ontem e a um ajuste técnico, por causa da forte queda registrada em novembro (-7,52%) e desde o início deste mês até ontem, de 6,57%. Os operadores disseram ainda que é possível que se tenha estabelecido um novo piso psicológico para o dólar, na faixa entre R$ 2,3230 e R$ 2,35. De todo modo, o mercado acredita que a moeda poderá voltar a cair, quando houver novos ingressos de recursos externos que estão sendo captados por empresas nacionais.

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