O dólar comercial interrompeu ontem o movimento de queda dos três últimos dias úteis para fechar em alta de 0,85%, vendido a R$ 2,379. As cotações foram pressionadas por causa da estreita liquidez do mercado, associada à ausência de vendedores e ao fluxo negativo de recursos, decorrente de compras de moeda para remessas ao exterior por empresas e bancos que estão preferindo honrar seus compromissos lá fora este mês em vez de fazer a rolagem.
Por causa da dificuldade política do governo em razão do apagão, os analistas de renda fixa para mercados emergentes do banco Morgan Stanley Dean Witter nos Estados Unidos acreditam que o Brasil poderá se tornar agora o principal fator de preocupação na América Latina, superando os temores com a Argentina.
O resultado da balança comercial brasileira na segunda semana de junho não animou o mercado cambial. O déficit na segunda semana (de 4 a 10) somou US$ 60 milhões e, no ano, o saldo negativo acumulado passou a US$ 548 milhões. Da mesma forma, foi mal recebida a queda nos investimentos estrangeiros no Brasil no primeiro quadrimestre deste ano – US$ 6,8 bilhões, ante US$ 8,3 bilhões no mesmo período do ano passado.
No mercado à vista, o dólar comercial oscilou 0,80%, entre a mínima de R$ 2,362 e a máxima de R$ 2,381. A Ptax (média das cotações apuradas pelo BC) fechou a R$ 2,3722, em alta de 0,44%.
O feriado na quinta-feira e o vencimento do Índice Bovespa futuro na quarta-feira, influenciaram no fraco volume de negócios registrado ontem no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa encerrou o dia em baixa de 0,92%. O volume financeiro ficou em apenas R$ 484,001 milhões. (AE)

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