São Paulo Após dois pregões de baixa, o dólar subiu 1,5% ontem e encerrou o dia negociado a R$ 3,665. Na semana, a moeda norte-americana acumula queda de 5,5%. O risco Brasil, calculado pelo banco JP Morgan, caiu 3% e encerrou aos 2.153 pontos.
O dia foi de sobe-e-desce para a cotação o dólar chegou a cair 1,66% e fechou na máxima de alta do dia. A moeda abriu em baixa, mas no fim da manhã inverteu a tendência e passou a se valorizar. Segundo operadores do mercado, houve um movimento de saída de recursos neste momento, o que pressionou a cotação.
No início da tarde, o dólar voltou a cair, quando o Banco Central teria começado a intervir no mercado, ao vender a moeda. Mas, na reta final do pregão, houve novo movimento de compra de dólares, o que acabou por definir a valorização do dia.
Operadores ressaltaram que, nesse momento, o giro de negócios era muito pequeno, logo, qualquer operação, por menor que fosse, teria grande impacto no fechamento.
Para os próximos dias, há vencimentos de dívidas do setor privado e empresas podem estar aproveitando o alívio da cotação para comprar dólares e honrar compromissos.
Além disso, houve, mais uma vez, boatos em torno de resultado de pesquisas eleitorais concluídas ontem. As sondagens apontariam, segundo os comentários que circulavam no mercado, a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições.
Uma outra possibilidade que assustou o mercado seria a ultrapassagem de Anthony Garotinho (PSB) sobre José Serra (PSDB). Os dois cenários não foram confirmados pela pesquisa do Datafolha. ''Um segundo turno entre Lula e Garotinho não está, definitivamente, no preço do dólar hoje (ontem)'', afirma Miriam Tavares, diretora de câmbio da corretora AGK.
Helio Osaki, analista da Finambras, avalia que a alta do dólar já era esperada ontem, uma vez que as recentes desvalorizações foram mais associadas a ajustes do que a uma inversão de tendência.
''Não houve nenhuma notícia que pudesse justificar uma queda do dólar até R$ 3,40, como chegou a ser comentado.'' O mercado avalia que o debate entre os presidenciáveis, previsto para hoje, poderá definir se haverá ou não um segundo turno.

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