São Paulo O dólar comercial interrompeu ontem a trajetória de queda registrada nos últimos três dias e encerrou os negócios com valorização de 0,59%, cotado a R$ 3,39 na venda. Anteontem, a moeda norte-americana havia fechado a R$ 3,37, a menor cotação desde 16 de janeiro (R$ 3,305).
O recuo dos últimos dias havia sido influenciado pelas captações realizadas por empresas brasileiras no exterior e pelas previsões de entrada de mais divisas estrangeiras no país. Mas foi justamente esse recuo que acabou puxando a alta de ontem. Muitas empresas importadoras - que precisam de dólares para pagar seus fornecedores - decidiram aproveitar o preço mais baixo para garantir seus compromissos em moeda estrangeira.
A volatilidade deu o tom dos negócios ontem na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que fechou em baixa de 0,23%, aos 11.206 pontos, após oscilar entre alta de 0,56% e desvalorização de 0,40%. O giro financeiro somou R$ 540,705 milhões.
A baixa foi puxada, principalmente, pelas ações de telecomunicações. Das cinco maiores baixas do Ibovespa, índice que reúne as ações de maior liquidez da Bolsa, três eram de teles, com destaque para a queda de 3,3% das ações preferenciais da Telesp Celular Participações.
Michel Campanella, analista da corretora Socopa, avalia que o comportamento das ações de teles se deve a um movimento de realização de lucros. Também teve influência na volatilidade da Bovespa a instabilidade nas Bolsas dos Estados Unidos.
Os papéis do setor de telecomunicações são sempre os primeiros a subirem quando o desempenho do mercado acionário norte-americano é positivo, e os primeiros a caírem quando as Bolsas dos EUA recuam, por terem mais liquidez, ou seja, maior giro financeiro.

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